quarta-feira, 16 de março de 2011

Com carinho para a querida Greta Benitez

GRETA EU AMO COLAR DE PÉROLAS !
Lá vou eu
salto alto e colar de pérolas
procurar alguma coisa no asfalto.
Saio e ouço palavras sem nexo
sentido complexo, irreal
ouço um blues metafísico
cruel, abafado, multissilábico
um blues perdido
que fala de uma mocinha
que fala alto
procurando olhares no asfalto.
E ela grita, por engano
mezzo-soprano:
Já é quase fim do ano
já é quase mês de outubro
quero tudo que foi perdido
tudo que a cartomante havia prometido
tudo que a gente tinha combinado.
A mocinha da música muda de lado
e vira desenho animado
muda a trilha sonora
agora é Tom Waits na vitrola
ela ri, ri, ri e chora
senta na beira da estrada
a garota agora é feita em traços de nanquim
e é quase igual a mim.
Colar de pérolas e salto alto
esperando qualquer coisa do asfalto.

Poesia DE GRETA BENITEZ

sábado, 12 de março de 2011

FORASTEIRA:

FORASTEIRA:

Sou uma forasteira.
Viajo no ar por um instante,
Num momento alucinante.
Longe da terra,
Eu sou brilhante...
Sinto o sussurrar do vento,
Que leva-me,
A sonhar por um instante.
Sou uma forasteira sonhando com o ontem.
Uma viajante errante,
Que vive a procurar,
Uma estrada florida,
Em que eu possa andar...
Que eu possa caminhar confiante.
Como minha alma, anseia pelos os campos verdes!
Que saudades dos Green Day!
Quero andar nas veredas antigas...
Quero ser confiante, novamente como antes.
Jr: 6:16

Poeta Rosa Leme

terça-feira, 8 de março de 2011

SIMPLESMENTE MULHER!

SIMPLESMENTE MULHER!

Com a letra ‘’M ”de mãe;
Com responsabilidade suave;
Natureza, Deus a fez feminina.
Delicada, formosa, pura e linda;
É uma flor no jardim de Jesus.

Mulher sábia
Com a sabedoria de Deus,
Com uma palavra pode mudar uma nação.
Pode transformar a guerra em paz.

Mulher símbolo de força
Fé inabalável.

No lar, mulher sal da terra
É o sol que brilha, emitindo luz
Para sua família.
É o sal que dá sabor de mansidão
E domínio próprio para todos.

Mulher protetora
Age como uma leoa para defender seus filhos.
Mas com carinho tem o semblante suave
De um ser celestial.

Que linda criatura!
É tanta sua meiguice no olhar!
Com doces palavras sabe os tristes alegrar.
Com tanta ternura!
Parece mais é um anjo de candura.

Mulher quanta fidelidade!

Nas alturas, nos montes, nas marés altas ou baixas,
Na tempestade, no deserto ou no vale
Ela é fiel ama sem medida.

Mulher guerreira,
Desbrava com doçura, vai sem medo...
Luta pelos injustiçados com candura.
Esquece a maldade da sociedade, luta pela igualdade.

Mulher pura, sem manchas.
É a mulher serva de Deus, que dobra os joelhos
Em oração e adoração ao senhor.
É a mulher que ama e libera o perdão.
Sou Simplesmente mulher!

Poeta: Rosa Leme

sexta-feira, 4 de março de 2011

8 DE MARÇO!

8 DE MARÇO!

O poder da Mulher, onde esta?
Está na doçura do seu coração,
na sensibilidade,
na sua brandura,
na sua mansidão,
Está em Jesus...
Está na prudência,
na sabedoria e no silencio.
Discreta e ativa acolhe a todos com generosidade.
Está na perseverança, sempre persistente
ela lavra, semeia, cultiva, rega, purifica as sementes
e faz as sementes brotar, crescer floresce
e com alegria bons frutos saboreiam.
Está na unidade, no companheirismo,
na amizade constituída de amor,
bondade, ternura e beleza.
Está na doçura das palavras.
Está em Jesus este poder, e contra este poder ninguém,
nem o mundo pode resistir, vencê-la.
Deus fez a mulher para vencer
em todas as batalhas
é sublime ser mulher.
É uma dádiva de Deus
a mulher é um milagre de Deus!


Poeta: Rosa Leme

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O que é o amor?

O que é o amor?
Uma amizade?
Uma lágrima?
Uma palavra?
Um sorriso?
O amor é forte, mais forte
que uma bomba atômica,
Mais forte que a morte.
O amor é verdadeiro,
Derruba as fronteira, as muralhas.
O amor tudo perdoa, e une.
O amor é forte como uma rocha.
O amor faz do solo árido, terra fértil.
O amor não é um raio do sol
Mas é uma estrela cintilante.
O amor é como o sol no inverno que traz
calor e nos aquece.
O amor é como sal fino, dá sabor.
O amor é como balsamo, purifica, e cura a dor.
O amor é como água cristalina,
Limpa, sacia a sede do sedento.
O amor em palavras é remédio para o doente.
O amor luz para os cegos
O amor é sombra para o cansado
O amor é alivio para o aflito
O amor é alegria para o triste.
O amor é direção certa para o perdido
O amor é a salvação dos perdidos
Amor é amor...
O amor está no nosso dia-a-dia.
Sem amor não há vida.
Feliz dia dos namorados!

Rosa Leme

sábado, 26 de fevereiro de 2011

MEU NOME

O MEU NOME

Ventre solo abençoado:
No seu ventre germinou a semente...
Era uma semente viçosa.
Nasceu de você um fruto doce, forte e belo.
Pela primeira vez vi o seu sorriso.
Era um sorriso sem mágoa, sem dor.
Era um sorriso suave e gostoso.
O sol brilhou para você e para mim.
Seu peito era um bosque florido,
Você era um doce, com sabor de doce.
Eu fiquei com minhas mãos pequeninas
Querendo seu belo e singelo rosto tocar.
Eu queria te alcançar.
Suas poderosas mãos moldaram aquele corpinho
Frágil e indefeso.
E quis ter-me, com carinho juntinho com você.
No seu colo aconchego encontrei.
Nos seus braços abrigo encontrei.
Suas mãos suaves a rede embalou.
No berço adormeceu comigo...
Como você é minha amiga!
Das suas amigas e dos parentes, veio à admiração...
-Que linda criança! Até parece uma flor!
Perguntaram:
-Qual é o nome dessa flor?
Você cheia de graça, cheia de vida.
Com alegria respondeu:
Com certeza amigas será nome de flor.
De repente a resposta surgiu como vento!
Você então falou:
- Foi Deus quem me deu esta flor!
-Qual Rosa colhida, formosa, a mais bela flor
Do jardim da minha vida.
- A todos com satisfação e alegria, dou a noticia.
- Rosa será o nome da menina.
-Rosa é a menina!
Cresci e sou feliz! Gosto do meu nome...
Por que além de representar a rainha das flores
Também represento o perfume a fragrância que vem
De Jesus.
(Cantares 2:1, 2)
Poeta: Rosa Leme

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O maestro noturno

Rosa Oliveira Da Silva Leme.
O MAESTRO NOTURNO


Enquanto um vento sorrateiro passa mansinho entre as árvores de fogo que vivem na face escura da lua, um homem vestido de preto rege o silêncio do cemitério.
Entre os pequenos edifícios, cresceram orquídeas tão cálidas, tão suaves, tão frágeis! Com os olhos roxos olham as amigas, rosas, cravos, dálias, jasmins. As orquídeas lamentam a breve vida e perguntam umas para as outras.
- Por que não podemos viver tanto tempo assim, como as outras flores?
É quando o som da orquestra levanta os cadáveres do limbo e dos sepulcros caiados. Eles levantam ao desmaiar da tarde e saem passeando entre os túmulos com cautela, pois os corvos estão à espera de uma boa carne...
É para eles que o maestro rege o som nostálgico, para seus corpos que vagueiam nas noites frias, neutras, caladas. No meio do breu, o vento espalha as folhas secas das árvores cinza. Os negros pássaros passam com seus passos lentos. São pássaros de grasnos agourentos que celebram a dor, ao som da música dos surdos instrumentos...
O som toca fundo nas feridas dos corpos: Bem ali na frente do homem de capa preta aparecem duas noivas sentadas sobre os túmulos mais antigos. Elas vestem seus véus de neve cobrindo as faces, como escondendo um segredo.
As noivas. Parecem agitadas, preocupadas com os cães da noite. O Maestro pensa ouvir uma conversa... Fica pasmo, congela o gesto e percebe quando a noiva magra e alta fala para a amiga mais frágil.
- Cuidado, Perpétua, quando você passear pelo o jardim de rosas embutidas no cimento!
- Ora, Beth, porque tenho que tomar cuidado quando saio para meu passeio?
Beth responde:
- Perpétua! Como você é inocente! Não vê os perigos ao cair da tarde, amiga? Pois os cães da noite estão soltos e farejam nossas mãos.
O maestro então num súbito susto exclama:
- As noivas estão vivas!
Aproxima-se das duas, inclina o corpo, estende as mãos trêmulas:
- Boa noite, senhoritas! Sou o Maestro, a seu dispor...
Com cortesia, as moças se apresentam:
- Meu nome é Beth. Prazer em conhecê-lo. Esta é minha amiga Perpétua...
- Encantada! – diz a outra - Você é maestro? Que interessante!
O Maestro não consegue parar de olhar para Perpétua, paralisado que está com tão pálida beleza... Depois pergunta:
- É vocês que limpam as flores?
- Não, não, moço... Estamos só passeando, despertas por tão doce sinfonia... – responde com ar faceiro a primeira noiva - Passeamos há muito tempo por aqui... Nossas casas ficam logo ali naquela esquina...
- E desde quando vocês passeiam por este jardim cinza?
Perpétua responde espontaneamente:
- Não faz muito... Uns 300 anos talvez...
O homem tem um súbito mal estar e quase já desfalecendo lembra-se do gelo.
- Oh!!! As Noivas Suicidas!!! Eram vocês o gelo que secava as estrelas de madeira...
Então o local encheu-se de um ruído semelhante a um trovão e um vento forte. Uma força invisível derruba-o ao chão.
As duas puxam-no para uma cela que parecia um circulo interminável. A cela era feita de barro com paredes de metal escuro e uma porta de ferro... O homem olha ao redor e descobre que está dentro de uma caixa, coberto pela névoa suja e acinzentada. Na parede vê umas linhas traçadas com a inscrição “Aqui Jaz...”.
Tenta gritar, mas já sente o gelo queimando-lhe o peito... Olha para a própria dor mas só pode ver um buraco no peito vertendo sangue sem parar...



Conto classificado na oficina de analise literária